(por Daniel Lemos Cury)
A LUMINURA começou em 2004, no ano em que eu ainda não havia chegado à Unicamp. Mas vou contar o que sei. Fernanda Burin, aluna de Letras, havia ingressado na Unicamp em 2003, e desde seu primeiro ano, quis participar de uma empresa júnior. Sua vontade de atuar em uma empresa júnior não foi por água abaixo somente porque ela não existia no IEL. Ela se informou, participou de grupos, discussões e eventos do MEJ (Movimento Empresa Júnior). Em 2004, a LUMINURA foi concretizada por meio de uma assembléia dos estudantes do IEL, onde os presentes votaram se aceitavam a criação da empresa júnior, ou não.
Em 2005, eu era um simples calouro que, interessado em fazer mais na Universidade que simplesmente assistir a aulas, resolveu participar do processo trainee da LUMINURA. Entrei como trainee da diretoria Presidencial. Hoje, ao olhar para trás, vejo que a LUMINURA tinha grandes problemas de organização, o que é bastante plausível, visto que estava em seu primeiro ano. Apesar dos muitos problemas que a LUMINURA enfrentou até hoje, seus projetos se firmaram e suas bases foram construídas solidamente. Em todos esses anos de LUMINURA, muitos foram os debates sobre empresa júnior no IEL. Também foram muitos os eventos, as dificuldades, as reuniões e os e-mails. Em meio a tudo isso, muitos projetos encaminhados (ou sendo encaminhados), e muito aprendizado por parte dos membros (e até mesmo dos prestadores de serviço da LUMINURA).
Talvez o MEJ, hoje em dia, esteja perdendo um pouco da sua proposta inicial, mas a LUMINURA pretende não se esquecer dela. Muitos podem querer que as empresas juniores sejam cada vez maiores e mais ricas, mas a proposta de uma empresa júnior é de fornecer a pequenas empresas e à sociedade o conhecimento gerado na universidade, e investir no aluno/empresário, tendo assim o retorno necessário à empresa. Em outras palavras: o foco do investimento da empresa júnior é o aluno, e não a empresa em si, pois ela deve crescer conforme o investimento que se faz no treinamento do empresário júnior (enquanto ocorre exatamente o inverso em uma empresa ‘não júnior’, onde o investimento é primeiramente na empresa, e depois no ser humano).
Na LUMINURA, alguns ex-membros tiveram a oportunidade de dizer o que aprenderam:
TALITA (ex diretora de Qualidade)
Difícil definir alguma imagem como minha lembrança de Luminura, pois são muitas. Posso dizer que as reuniões, a integração com outros colegas da faculdade que eu nem mesmo fazia idéia de que fosse conhecer são minhas lembranças mais marcantes. Também me lembro das atividades que fazia em casa, e que muitas vezes demandavam muito tempo, mas que depois de realizadas, nos mostravam o quanto o empenho de cada um era importante para vermos os resultados na empresa que ainda estava em processo de crescimento, aceitação e estruturação. Lembro das confraternizações - e de como era bom quando nos reuníamos e podíamos trocar experiências, tanto da empresa como pessoais. Lembro-me das "pastinhas" que recebíamos no processo seletivo, e que significam tanto pra quem está entrando - como se fosse o sentimento de já pertecer a alguma coisa legal. Lembro também do ENEJ - como foi bom conhecer mais meus colegas, sairmos juntos, assistir às palestras depois das festas intermináveis. Afinal, não seria faculdade se não houvesse festa.
Só tenho boas lembranças, mesmo porque as dificuldades que encontrei dentro da empresa só me fizeram aprender, e não tem como me arrepender disso. A Luminura foi a primeira experiência de trabalho que tive na vida, tirando ser somente professora. Por isso ela foi muito importante para eu aprender a trabalhar em grupo, a realizar tarefas que nunca imaginei que pudesse fazer, devido a minha escolha de trabalho - as oportunidades de aprendizado são muitas, e ficamos literalmente "mais espertos" para o que acontece fora do mundo acadêmico. Outra coisa muito importante que a Luminura me deu foram os amigos - me comunico com eles até hoje, muitas vezes saímos juntos. Enfim, várias coisas - tanto pessoais como profissionais - me foram acrescentadas como ser humano. Aprendi sobre documentação de uma empresa (estávamos bem no comecinho), a procurar parcerias com outras instituições, a fazer contatos, a elaborar material didático (fiz parte do projeto "Fichário Online"), a perder a vergonha de me comunicar com outras pessoas, a orientar (pelo menos tentar) colegas com alguma dificuldade na empresa, a respeitar opiniões de outros profissionais. A Luminura fez parte do meu dia-a-dia na faculdade durante dois anos, e isso foi, definitivamente, muito importante pra minha bagagem pessoal.
Aline (ex diretora Presidencial)
Eu posso dizer que a Luminura foi muito importante para mim. Embora a EJ ainda estivesse começando, dando seus primeiros passos, eu aprendi muito. E, dentro desse muito, posso destacar os quatro aprendizados mais importantes, que fizeram e farão muita diferença na minha vida. Primeiro, eu aprendi a conviver melhor com as pessoas e acho que isso é essencial. Para vivermos bem em sociedade precisamos saber conviver bem com pessoas. Especialmente com pessoas muito diferentes de nós. O segundo aprendizado: graças à Luminura eu conheci muita gente. Pessoas de outras cidades, estados, outros cursos. Pessoas diferentes de mim, com as quais me diverti e aprendi muito. O terceiro ponto é que a Luminura fez de mim uma pessoa muito mais comunicativa. Era uma vez meu medo de falar em público. Aprendi a improvisar, fazer apresentações, coordenar atividades e falar, sem problemas, com pessoas que nunca tinha visto antes. Algo impensável para a Aline pré-Luminura. Por último, mas não menos importante, fazer parte da Luminura me ajudou a aprender a enfrentar e vencer desafios, como vencer problemas financeiros e ideológicos, coordenar muitas atividades e ter total responsabilidade pelos meus atos. Eu fico muito feliz por ter tido a oportunidade de fazer parte dessa empresa júnior. Apesar dos percalços (que não foram poucos), foram dois anos repletos de experiências boas e significativas.
Fernanda (ex diretora Presidencial)
Sei que a Luminura fará sempre parte da minha vida, foram 4 anos intensos, 2004, 2005, 2006 e parte de 2007. Da primeira discussão informal a eventos com quatro mil pessoas ou a mil e poucos km de distância, vou lembrar da Luminura. Aprendi que organização, grupo e política estão na discussão mais simples entre amigos e entre desconhecidos. Aprendi também que força de vontade e capacidade só andam juntas se houver disciplina de todos envolvidos. Aprendi também que não é tão fácil mostrar capacidade na diversidade. Ser da área de humanas, ser mulher, é bom, mas pode atrapalhar. Dessas reflexões pequenas e bobas posso dizer que: para ajudar na construção da Luminura, sacrifiquei tempo livre para construir algo em que acredito: a construção e transformação de qualquer ambiente através do trabalho. Esse é um dos propósitos, mostrar, dar trabalho a jovens estudantes que vivem num dos melhores ambientes para aprender a pensar: a Unicamp. Pode parecer que venero a universidade, mas neste ambiente, onde pessoas de diferentes mundos vivem e aprendem, o aprendizado ganha, proporções diferentes. Alimentados por esse ambiente, tivemos idéias e construímos a Luminura, com muitas reuniões, debates e conversas. Inúmeras reuniões na Arcádia, muitas reuniões no meu apartamento, idas e vindas no meu carro lotado. Reuniões e reuniões, além dos eventos do MEJ. Foi através de amigos que já faziam parte dele que eu conheci empresa júnior. Muitos e muitos eventos e reuniões do Núcleo, Sábado Júnior, EPEJ, ENEJ, Evento X e Talento. Conhecer todos esses eventos fez com que descobrisse a paixão por organizar eventos, lidar com pessoas. Daí que comecei a organizar todos eles, só faltou organizar o ENEJ. Viagens, noites dividindo colchão ou num hospital, tudo, absolutamente tudo isso fez com que hoje eu tivesse a certeza de que adorei participar e participaria de tudo novamente. Essa certeza hoje existe, pois vi que educar, lecionar, letras, são coisas que amo, paixão mesmo, mas como toda paixão, passa. Agora, lidar com pessoas, planejar, estruturar, é o que amo fazer, e assim busquei no mercado de trabalho um espaço. Entrei como estagiária de recursos humanos e, hoje, estou no terceiro ano no mercado de recursos humanos, em banco. O mais importante que a Luminura me trouxe foi a proximidade de pessoas que hoje fazem parte da minha vida, umas mais próximas, outras mais distantes, mas todas fazem parte. Pessoas que se tornaram meus amigos. E viver no MEJ fez com que eu conhecesse muita gente, o suficiente para dizer que é por ele que hoje sempre tenho com quem contar.
A LUMINURA começou em 2004, no ano em que eu ainda não havia chegado à Unicamp. Mas vou contar o que sei. Fernanda Burin, aluna de Letras, havia ingressado na Unicamp em 2003, e desde seu primeiro ano, quis participar de uma empresa júnior. Sua vontade de atuar em uma empresa júnior não foi por água abaixo somente porque ela não existia no IEL. Ela se informou, participou de grupos, discussões e eventos do MEJ (Movimento Empresa Júnior). Em 2004, a LUMINURA foi concretizada por meio de uma assembléia dos estudantes do IEL, onde os presentes votaram se aceitavam a criação da empresa júnior, ou não.
Em 2005, eu era um simples calouro que, interessado em fazer mais na Universidade que simplesmente assistir a aulas, resolveu participar do processo trainee da LUMINURA. Entrei como trainee da diretoria Presidencial. Hoje, ao olhar para trás, vejo que a LUMINURA tinha grandes problemas de organização, o que é bastante plausível, visto que estava em seu primeiro ano. Apesar dos muitos problemas que a LUMINURA enfrentou até hoje, seus projetos se firmaram e suas bases foram construídas solidamente. Em todos esses anos de LUMINURA, muitos foram os debates sobre empresa júnior no IEL. Também foram muitos os eventos, as dificuldades, as reuniões e os e-mails. Em meio a tudo isso, muitos projetos encaminhados (ou sendo encaminhados), e muito aprendizado por parte dos membros (e até mesmo dos prestadores de serviço da LUMINURA).
Talvez o MEJ, hoje em dia, esteja perdendo um pouco da sua proposta inicial, mas a LUMINURA pretende não se esquecer dela. Muitos podem querer que as empresas juniores sejam cada vez maiores e mais ricas, mas a proposta de uma empresa júnior é de fornecer a pequenas empresas e à sociedade o conhecimento gerado na universidade, e investir no aluno/empresário, tendo assim o retorno necessário à empresa. Em outras palavras: o foco do investimento da empresa júnior é o aluno, e não a empresa em si, pois ela deve crescer conforme o investimento que se faz no treinamento do empresário júnior (enquanto ocorre exatamente o inverso em uma empresa ‘não júnior’, onde o investimento é primeiramente na empresa, e depois no ser humano).
Na LUMINURA, alguns ex-membros tiveram a oportunidade de dizer o que aprenderam:
TALITA (ex diretora de Qualidade)
Difícil definir alguma imagem como minha lembrança de Luminura, pois são muitas. Posso dizer que as reuniões, a integração com outros colegas da faculdade que eu nem mesmo fazia idéia de que fosse conhecer são minhas lembranças mais marcantes. Também me lembro das atividades que fazia em casa, e que muitas vezes demandavam muito tempo, mas que depois de realizadas, nos mostravam o quanto o empenho de cada um era importante para vermos os resultados na empresa que ainda estava em processo de crescimento, aceitação e estruturação. Lembro das confraternizações - e de como era bom quando nos reuníamos e podíamos trocar experiências, tanto da empresa como pessoais. Lembro-me das "pastinhas" que recebíamos no processo seletivo, e que significam tanto pra quem está entrando - como se fosse o sentimento de já pertecer a alguma coisa legal. Lembro também do ENEJ - como foi bom conhecer mais meus colegas, sairmos juntos, assistir às palestras depois das festas intermináveis. Afinal, não seria faculdade se não houvesse festa.
Só tenho boas lembranças, mesmo porque as dificuldades que encontrei dentro da empresa só me fizeram aprender, e não tem como me arrepender disso. A Luminura foi a primeira experiência de trabalho que tive na vida, tirando ser somente professora. Por isso ela foi muito importante para eu aprender a trabalhar em grupo, a realizar tarefas que nunca imaginei que pudesse fazer, devido a minha escolha de trabalho - as oportunidades de aprendizado são muitas, e ficamos literalmente "mais espertos" para o que acontece fora do mundo acadêmico. Outra coisa muito importante que a Luminura me deu foram os amigos - me comunico com eles até hoje, muitas vezes saímos juntos. Enfim, várias coisas - tanto pessoais como profissionais - me foram acrescentadas como ser humano. Aprendi sobre documentação de uma empresa (estávamos bem no comecinho), a procurar parcerias com outras instituições, a fazer contatos, a elaborar material didático (fiz parte do projeto "Fichário Online"), a perder a vergonha de me comunicar com outras pessoas, a orientar (pelo menos tentar) colegas com alguma dificuldade na empresa, a respeitar opiniões de outros profissionais. A Luminura fez parte do meu dia-a-dia na faculdade durante dois anos, e isso foi, definitivamente, muito importante pra minha bagagem pessoal.
Aline (ex diretora Presidencial)
Eu posso dizer que a Luminura foi muito importante para mim. Embora a EJ ainda estivesse começando, dando seus primeiros passos, eu aprendi muito. E, dentro desse muito, posso destacar os quatro aprendizados mais importantes, que fizeram e farão muita diferença na minha vida. Primeiro, eu aprendi a conviver melhor com as pessoas e acho que isso é essencial. Para vivermos bem em sociedade precisamos saber conviver bem com pessoas. Especialmente com pessoas muito diferentes de nós. O segundo aprendizado: graças à Luminura eu conheci muita gente. Pessoas de outras cidades, estados, outros cursos. Pessoas diferentes de mim, com as quais me diverti e aprendi muito. O terceiro ponto é que a Luminura fez de mim uma pessoa muito mais comunicativa. Era uma vez meu medo de falar em público. Aprendi a improvisar, fazer apresentações, coordenar atividades e falar, sem problemas, com pessoas que nunca tinha visto antes. Algo impensável para a Aline pré-Luminura. Por último, mas não menos importante, fazer parte da Luminura me ajudou a aprender a enfrentar e vencer desafios, como vencer problemas financeiros e ideológicos, coordenar muitas atividades e ter total responsabilidade pelos meus atos. Eu fico muito feliz por ter tido a oportunidade de fazer parte dessa empresa júnior. Apesar dos percalços (que não foram poucos), foram dois anos repletos de experiências boas e significativas.
Fernanda (ex diretora Presidencial)
Sei que a Luminura fará sempre parte da minha vida, foram 4 anos intensos, 2004, 2005, 2006 e parte de 2007. Da primeira discussão informal a eventos com quatro mil pessoas ou a mil e poucos km de distância, vou lembrar da Luminura. Aprendi que organização, grupo e política estão na discussão mais simples entre amigos e entre desconhecidos. Aprendi também que força de vontade e capacidade só andam juntas se houver disciplina de todos envolvidos. Aprendi também que não é tão fácil mostrar capacidade na diversidade. Ser da área de humanas, ser mulher, é bom, mas pode atrapalhar. Dessas reflexões pequenas e bobas posso dizer que: para ajudar na construção da Luminura, sacrifiquei tempo livre para construir algo em que acredito: a construção e transformação de qualquer ambiente através do trabalho. Esse é um dos propósitos, mostrar, dar trabalho a jovens estudantes que vivem num dos melhores ambientes para aprender a pensar: a Unicamp. Pode parecer que venero a universidade, mas neste ambiente, onde pessoas de diferentes mundos vivem e aprendem, o aprendizado ganha, proporções diferentes. Alimentados por esse ambiente, tivemos idéias e construímos a Luminura, com muitas reuniões, debates e conversas. Inúmeras reuniões na Arcádia, muitas reuniões no meu apartamento, idas e vindas no meu carro lotado. Reuniões e reuniões, além dos eventos do MEJ. Foi através de amigos que já faziam parte dele que eu conheci empresa júnior. Muitos e muitos eventos e reuniões do Núcleo, Sábado Júnior, EPEJ, ENEJ, Evento X e Talento. Conhecer todos esses eventos fez com que descobrisse a paixão por organizar eventos, lidar com pessoas. Daí que comecei a organizar todos eles, só faltou organizar o ENEJ. Viagens, noites dividindo colchão ou num hospital, tudo, absolutamente tudo isso fez com que hoje eu tivesse a certeza de que adorei participar e participaria de tudo novamente. Essa certeza hoje existe, pois vi que educar, lecionar, letras, são coisas que amo, paixão mesmo, mas como toda paixão, passa. Agora, lidar com pessoas, planejar, estruturar, é o que amo fazer, e assim busquei no mercado de trabalho um espaço. Entrei como estagiária de recursos humanos e, hoje, estou no terceiro ano no mercado de recursos humanos, em banco. O mais importante que a Luminura me trouxe foi a proximidade de pessoas que hoje fazem parte da minha vida, umas mais próximas, outras mais distantes, mas todas fazem parte. Pessoas que se tornaram meus amigos. E viver no MEJ fez com que eu conhecesse muita gente, o suficiente para dizer que é por ele que hoje sempre tenho com quem contar.
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